O clima de Resende, com verões chuvosos e inverno seco típicos do Vale do Paraíba, castiga bases e subleitos que não foram bem dimensionados. Quem projeta pavimento na cidade sabe: depois de dezembro, a infiltração revela todas as falhas de compactação. O estudo CBR para projeto viário é o que separa um asfalto que dura dez anos de um que trinca na primeira temporada de chuva. Nossa equipe coleta amostras indeformadas em campo e executa o ensaio conforme a ABNT NBR 9895, determinando o Índice de Suporte Califórnia e a expansão do material.
Para obras sobre solos coluvionares da encosta da Serra da Mantiqueira, que aparecem em vários loteamentos da cidade, é comum complementarmos a investigação com a granulometria para ajustar a curva do material e prever o comportamento sob carga repetida.
O CBR não mede resistência ao cisalhamento, mas sim a capacidade do solo de suportar penetração sob condições controladas de umidade e densidade — e esse dado define espessuras de pavimento.
Detalhes técnicos do serviço em Resende
Em trechos com risco de saturação do subleito, associamos o CBR a um ensaio de permeabilidade in situ para verificar a capacidade de drenagem do material natural e evitar acúmulo de água na estrutura.

Desafios técnicos típicos em Resende
Resende cresceu ao longo da Dutra e subiu as encostas com loteamentos que, décadas atrás, não passavam por controle geotécnico rigoroso. Hoje, quando um empreendimento novo ou uma duplicação viária avança sobre esses terrenos, aparecem as surpresas: cortes em solo saprolítico com CBR abaixo de 3% e expansão que empurra a base. O risco de ignorar um estudo CBR para projeto viário em áreas de aterro antigo ou em talvegues aterrados é dimensionar um pavimento que vai sofrer afundamentos plásticos e trincas por fadiga precoce. Em acesso a condomínios na região do Penedo, já observamos diferenças de mais de 10% no CBR entre o eixo da via e as bordas, o que exige setorização do projeto. A economia de pular essa etapa é ilusória — o custo de recapear em dois anos supera em muito o investimento no ensaio.
Nossos serviços
Para entregar o estudo CBR completo, executamos estas etapas de campo e laboratório:
Coleta de amostras indeformadas
Retirada de blocos ou amostras em anel ao longo do traçado, preservando umidade e estrutura natural do subleito.
Ensaio de compactação Proctor
Determinação da massa específica seca máxima e umidade ótima para a energia de compactação definida em projeto.
Ensaio CBR com medição de expansão
Compactação do corpo de prova, imersão por 96h, leitura de expansão e ruptura por penetração conforme ABNT NBR 9895.
Perguntas frequentes
Quanto custa um ensaio CBR em Resende?
O valor do estudo CBR para projeto viário fica na faixa de R$350 a R$690 por ponto, dependendo da energia de compactação (Normal, Intermediário ou Modificado) e da quantidade de pontos contratados. Para um traçado de via urbana típico, recomendamos um ponto a cada 100-200 metros, com preço fechado por lote de ensaios.
Qual a diferença entre CBR e Proctor?
O ensaio Proctor (ABNT NBR 7182) determina a umidade ótima e a densidade seca máxima do solo. O CBR (ABNT NBR 9895) usa o corpo de prova compactado nessa umidade ótima, satura por imersão e mede a resistência à penetração e a expansão. Um depende do outro: sem o Proctor, o CBR não tem referência de compactação.
Em que tipo de obra o CBR é obrigatório?
O estudo CBR é exigido em projetos de pavimentação asfáltica (flexível) e de concreto (rígido) para vias urbanas, rodovias e pátios industriais. Em Resende, a prefeitura costuma solicitar o laudo de CBR na aprovação de loteamentos e na liberação de obras viárias em novos bairros.
Quantos pontos de CBR preciso para uma rua de 500 metros?
A prática recomenda de 3 a 5 pontos distribuídos ao longo do eixo, com maior densidade em trechos de corte e aterro. Se houver mudança visível de material — por exemplo, transição de solo residual para colúvio —, inserimos pontos adicionais para setorizar o dimensionamento e evitar surpresas na obra. Mais info.